Foto: Redes Sociais (Reprodução)
A Polícia Civil de Santa Catarina (SC) concluiu o inquérito que investiga a morte do cão comunitário Orelha, vítima de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis. A investigação aponta a responsabilidade de um adolescente, para o qual foi solicitado à Justiça o pedido de internação, medida equivalente à prisão no sistema adulto, em razão da gravidade do crime. A informação é da CNN Brasil. Por enquanto, não há decisão sobre o pedido de internação.
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Orelha foi agredido na madrugada de 4 de janeiro e morreu no dia seguinte, após ser socorrido por moradores e encaminhado a uma clínica veterinária. Laudos da Polícia Científica indicam que o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por um chute ou por um objeto rígido.
Para esclarecer o caso, a Polícia Civil montou uma força-tarefa que analisou mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança, ouviu 24 testemunhas e investigou oito adolescentes. As apurações apontaram contradições no depoimento do adolescente, identificado como suposto autor da agressão, além de registros que indicam sua presença no local no horário do crime.
No dia em que foi identificado como suspeito, o adolescente viajou para os Estados Unidos e retornou ao Brasil em 29 de janeiro, quando foi interceptado no aeroporto. Durante a abordagem, um familiar teria tentado esconder roupas que, segundo a polícia, teriam sido usadas no dia da agressão.
Além disso, três adultos foram indiciados por coação a testemunha, por suposta tentativa de interferir nas investigações. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário. A defesa do adolescente nega as acusações e afirma que as conclusões se baseiam em indícios circunstanciais.